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O BELO E O SURREAL (CANTINHO DA REFLEXÃO) escrito em domingo 20 julho 2008 15:30

Blog de consciencia : CONSCIENCIA.LOVEBLOG.COM.BR, O BELO E O SURREAL


Às vezes a vida se mostra tão bela, tão perfeita, tão redonda, tão suave e tão harmônica, que a gente pensa que o mundo é perfeito.

Mesmo quando não é com a gente que tais belezas acontecem, mas se pelo menos vemos alguém ou alguns experimentando essa existência suave e tranqüila, plena de amor e cheia de bons enredos e histórias, todas com final muito, muito feliz, então, também nos animamos a crer que a vida pode ser boa, embora a nossa não seja.

Caetano Veloso disse que de perto ninguém é normal. De perto, também, não existe vida tão bela aos sentidos dos outros, que, quando vista nos detalhes, não carregue seus mondrongos e suas assimetrias.

No entanto, e me parece que cada vez mais, a maioria esmagadora das vidas humanas é marcada pela marca do inominável.

É surpreendente como também, muitas vezes, a existência de alguns é, externamente, bem simétrica e aparentemente bem organizada e feliz.

Todavia, uma olhada na alcova ou no quarto, ou mesmo no computador do indivíduo, mostra os labirintos de seus mundos ocultos e de suas compulsões cobertas pelo manto da discrição.

Certas vidas simplesmente nos colocam diante de situações para as quais a existência não nos ensinou como tratar, nem tampouco há leis que possam lhes ser aplicadas com justiça, e nem padrões que lhes possam assegurar um lugar entre os distúrbios mapeados pelos mestres do comportamento.

Se alguém me fala de livre arbítrio, e o associa à capacidade do homem de escolher, sinceramente, na maioria dos casos, eu não consigo ver nem liberdade e nem arbítrio.

Neste mundo o único livre arbítrio que se me apresenta como livre, é o arbítrio do descontrole. Sim, ele é livre porque é até maior que o indivíduo que o pratica. O que o espírito que anda na luz deve fazer enquanto caminha nos cenários que o circundam nessa existência, é caminhar com pureza de coração.

Somente os puros de coração vêem a Deus, e, portanto, somente esses podem ver Deus nos cenários caóticos desta existência.

em pureza de coração Deus não é visto no mundo! Para aquele que caminha com o coração sem certezas, mas apenas com pureza, mesmo os piores cenários e roteiros, podem se converter em lugares de criação do amor de Deus. A pureza é a ausência de certeza que dá lugar à confiança que faz o coração pacificado.

A criação emerge do caos. Quando o caos é encontrado pelo amor de Deus, há luz. O primeiro ato de criação física é a luz. Assim, o caos poderá ser pintado com todas as formas, mesmo as mais estranhas, posto que o belo não é belo.

O belo é apenas assim percebido.

O belo sim, é uma escolha do coração que anda em pureza. O belo é sempre aquilo que se vê com o olhar de Deus.

Com tais olhos, todas as coisas são belas, até as tragédias, e as existências que fogem ao padrão ao qual o nosso entendimento está acostumado a encontrar.

Onde quer que alguém veja um ser humano extasiado com o belo, saiba, mesmo que tal pessoa não saiba, ela está vendo com o olhar de Deus.

Somente o ver com o olhar de Deus é o que nos anima a prosseguir. Somente o olhar de Deus nos capacita a chamar a existência de vida. Somente assim toda existência pode ser por nós tratada como vida, mesmo que seus desenhos sejam surreais.   

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LONGE...LÁ LONGE! (TEMPO DE POESIA) escrito em sexta 18 julho 2008 15:18

Blog de consciencia : CONSCIENCIA.LOVEBLOG.COM.BR, LONGE...LÁ LONGE!

Longe...Lá Longe!

no vale dos ventos da saudade,

na invernal suavidade

desse amor sem cura.

Na esquina esquecida dessa loucura,

declarei teu nome...

Sobrevivi dessa fome.

Abri as portas desse deserto,

vaguei nesse caminho incerto.

Longe...Lá Longe!

No vale profundo

das águas inquietas

desse amor sem trégua,

naveguei sem remo, sem rumo.

À deriva sem prumo.

Assombrado por visões noturnas...

Surfando na tempestade sem bruma.

Embalado na balada deste vento,

impelido por este doce tormento

da tua imagem de menina.

Mas, perto...Bem perto!

Após o mágico reflexo crepuscular,

vejo o meu anjo adormecer

depois de saudar o entardecer,

sonhando com o Paraíso.

Buscando o equilíbrio.

Até o momento de abandonar de vez

os pontos de fuga da insensatez,

e poder sorrir...

Por uma vida...

Inteira.

POR DANIEL SILVA LEITE

EM UMA NOITE DE INVERNO DE 2008

ÀS 23:54 HS

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O FÁCIL E O DIFÍCIL (TEMPO DE POESIA) escrito em quinta 17 julho 2008 18:21

Blog de consciencia : CONSCIENCIA.LOVEBLOG.COM.BR, O FÁCIL E O DIFÍCIL

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.

Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.

Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.

Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.

Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.

Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.

Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.

Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer “oi” ou “como vai?”

Difícil é dizer “adeus”, principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas…

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.

Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.

Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.

Fácil é ouvir a música que toca.

Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.

Difícil é seguí-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber.

Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.

Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.

Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.

Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.

Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.

Difícil é lutar por um sonho.

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.

 

 

CARLOS DRUMOND

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NÃO AGUENTO MAIS VIVER ENDIVIDADO... (CANTINHO DA REFLEXÃO) escrito em quarta 16 julho 2008 18:18

Blog de consciencia : CONSCIENCIA.LOVEBLOG.COM.BR, NÃO AGUENTO MAIS VIVER ENDIVIDADO...

 Gostaria que você falasse a mim e a todos do site que tem problemas com dívidas. Existe algum tipo de raiz psicológica para isso? Digo isso porque eu não ganho mal, posso perfeitamente pagar minhas contas, mas sempre estou com pendências porque tenho um vício em gastar com coisas super-fulas. Ou seja, compro o que não preciso e deixo de pagar o essencial e por isso sempre me enrolo financeiramente, me sentindo um trapo depois do erro. Não sei se isso tem a ver com a história de família, criação, enfim, formação. Só sei que não quero mais ficar nessa situação porque é muito chato. Espero uma palavra esclarecedora, como sempre são as suas... Abraço, ********************************************** Resposta: Meu amado amigo: Está Pago! Dever aos homens é um horror; deva eu ao Senhor, pois a Deus sou todo dívidas! Eu nunca tinha conhecido o poder da dívida até 1998. Já havia devido antes, mas eram apenas aquelas dívidas do atraso...mas que você logo paga...ou sabe que poderá pagar. Mas foi em 1998 que passei a conhecer as dívidas que você não tem como pagar: é um inferno! Há, portanto, duas dívidas: 1. As que se pode pagar: que são aquelas que são fruto da desorganização, ou de incidentes e circunstâncias. Quando são fruto das circunstâncias, paciência...a gente se reorganiza, negocia, e paga. Mas quando são fruto da desorganização crônica, então, é bem mais sério...pois não é uma dívida, mas um espírito, uma cultura de endividamento...e isso é um vício de caráter...e que pode tanto ser fruto da cultura familiar, como também ser o resultado de distúrbios de natureza psicológica. Quando a coisa é fruto da cultura familiar, então, é uma questão da pessoa se enxergar, se admitir como viciada naquela forma de procrastinação...decidir enfrentar o caso de frente...se organizar...buscar disciplina...às vezes até fazer uma gestão conjugada do dinheiro...e partir para acertar. Mas quando o problema é apenas sintoma de desordens psicológicas mais profundas, então, o caminho é a terapia...a fim de se encontrar a pulsão que gera aquele comportamento. Ora, as causas psicológicas podem variar e até se mascarar...mas são discerníveis a maior parte das vezes. 2. As dívidas que não se pode pagar: que são aquelas que nos acometeram como numa catástrofe. Você não agia assim...odeia dever...mas contingências da vida—acidentes, doenças, morte, falência, roubo, etc...—deixaram você num estado de insolvência econômico-financeira...e em volumes que em muito transcendem as suas possibilidades de pagamento...isto quando ainda resta alguma. Essa é a dívida que já levou milhões ao suicídio. Até há nem pouco tempo empresários costumavam se suicidar em tais circunstancias, pois o estado de falência...seguido da impotência que ele gera...para alguns era insuportável. Estas são as dívidas que precisam ser tratadas com honra, mas nunca com orgulho. Ora, isto significa que se será digno e honrado no reconhecimento das dívidas, e que se fará tudo para que elas sejam pagas em havendo recursos. Nada além disso. Quem não fez as dívidas de má fé ou tirando proveito pessoal do ato de dever...não tem porque se deixar matar de vergonha. É por isto que todo orgulho precisa ser banido no coração; pois é de tais orgulhos feridos que, muitas vezes, vem a própria morte...ou, no mínimo, muita culpa e perturbação de alma para o resto da vida. Especialmente porque quem caiu num buraco desses, não tem mais nenhuma titularidade cidadã por um bom tempo nesta Terra dos Homens. Receba meu abraço. Nele, que pagou as nossas dívidas impagáveis,

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INFIDELIDADE VIRTUAL (CANTINHO DA REFLEXÃO) escrito em sexta 11 julho 2008 14:35

Blog de consciencia : CONSCIENCIA.LOVEBLOG.COM.BR, INFIDELIDADE VIRTUAL

Qual a sua visão sobre a infidelidade virtual?  

************************************************** Resposta: Meu querido irmão, Não conheço isso! Não existe “esse lugar” onde a infidelidade seja suspensa...se ela for infidelidade.

Toda infidelidade é infidelidade! E isto no céu, na terra, debaixo dágua, debaixo da terra, voando, escalando, ou fazendo de conta que o mundo existe para contato, mas não existe de verdade...conforme a Internet.

Tudo o que acontece neste site, por exemplo, existe. Esta carta, existe. O que escrevo, existe. O que me dizem, existe. E encontro muita gente "aqui". Existe para con-tato, não existe como tato...mas existe... Jesus disse que toda infidelidade começa no coração.

Se por “virtual” você entende essa coisa internetiana de se masturbar enquanto o outro (a) fala o que está fazendo e sentindo do “lado de lá”, acho pura doença.

Coisa para fariseu pós-moderno, virtude adoecida da geração “Matrix”, que se vangloria de não ter “tocado”...mas que transforma a mente num bordel de doenças piores do que a de qualquer bordel sem a virtude do virtual, mas que pelo menos tem a virtude do real...

A fala cabe no virtual...o sexo não. Sexo virtual é como fala sem som. É dublagem. Todavia, existe como infidelidade...se há alguém sendo traído...e só há alguém sendo traído porque há alguém se sentindo e se sabendo infiel.

Meretrizes da esquina precedem no reino de Deus a todos os fariseus virtuais!

Pensar que não tocar, não pegar e não provar...faz menos mal, tem apenas aparência de pudor, mas não tem nenhum valor contra a idolatria dos sentidos, a sensualidade.

Ao contrário, tudo o que tira o ser humano da realidade da existência...adoece incomparavelmente mais a alma.

Se tivesse que escolher entre tais males, um menor, eu diria: vá às vias de fato...assuma o que está acontecendo...veja a razão de você estar praticando o “ascetismo” do sexo virtual...discirna seu próprio estado e condição psicológica...analise o infantilismo emocional desse ato...e pergunte a si mesmo o que está havendo.

Digo “você mesmo”...mesmo que não seja “você” a pessoa em questão. Mas como isso aqui é a Internet...e como estamos falando mediante a virtualidade de um site...decidi dizer “você” apenas como substituição para “quem quer que...” Toda cobiça é virtual!

Mas sexo só acontece cara-a-cara, pele-a-pele, com cheiro e realidade para todos os sentidos. Sexo virtual é apenas a mais nova forma de doença da sexualidade não assumida.

Assim, há muitos adultérios virtuais...que nunca se encarnaram...muitas emulações homossexuais...e muitas trocas de casais virtuais...que se escondem sob o pretexto de não haver toque, etc...

O que os cristãos precisam saber para sempre é que Deus vê acima de tudo o virtual! Ele vê o coração... Assim, não existe sexo virtual, mas toda infidelidade é virtual, e só se materializa no real quando já foi concebida no virtual.

No virtual já adulterou com ela—diria Jesus numa visão internetiana do Sermão do Monte. É como o “evangelista” que eu vi se vangloriar de não ter adulterado contra a esposa, pois, contratou a Escort Girl, fê-la despir-se, masturbar-se para ele, dançar e rebolar, expor-se em todas as possíveis “posições”, etc...mas, segundo ele, nada aconteceu...pois não houve “toque” e nem “penetração”.

Este é um tempo em que as doenças da alma ganham outros nomes, mas o que há “no fundo” é sempre a mesma coisa...com o agravante de que a virtualidade gera “paralelismo psicológico”, e tudo aquilo que é “para-alguma-coisa”—no sentido de ser para-lelo, como para-nóia—, faz a mente ficar mais doente...pois cria uma mundo virtual.

O que é, é...isto é tudo...e tudo é!

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