PORTEIRA DO SONHO

Blog de consciencia :CONSCIENCIA  DE  VIDA, PORTEIRA DO SONHO

Todas as manhãs, dia após dia

a porteita do sonho se abria

com  o dia ensolarado despertando poesia,

ou com o tempo nublado acanhando o dia.

Lá estávamos nós. Sorrindo por entre

beija flores de diversas cores

e borboletas, de cor de rosa a violeta.

Uma doce rotina na roça da paixão

plantando sementes e vendo-as nascer

atendendo ao chamado da vida.

Um lugar onde o silêncio nunca existia,

pois era invadido por sons de alegria

dos passarinhos de varios tipos

agradecidos pelo dia  nascido e ido.

Das maritacas os sons da liberdade.

Das siriemas o grito da saudade.

Tudo transpirava vida;

até na poeira varrida.

No choro das nuvens...

No soprar dos ventos...

na tempestade que caia no fim do dia,

nos forçando atravessar o caminho das águas

que inundavam a trilha dos sitiantes.

despertando reações na hora de ir embora.

Às vezes, o céu chorava o dia inteiro;

e nesses dias, o bate papo ao lado

do velho fogão de lenha na varanda,

se tornava intenso; na pausa e no silêncio.

Os olhos fixos em algum belo escondido

mente distante, lembrando... recordando

E o céu ainda chorando

observando o amor e o prazer acontecer

ajoelhados na cadeira branca

fazendo do tempo uma criança

no misterioso encanto de se dar.

Tudo acontecia naquele mágico lugar:

Amor, ardor, vigor e intensidade.

Ali soprou os ventos da simplicidade.

No chão ou no galho da mangueira

vivi meu trauma de amor e entrega verdadeira;

virei Natanael debaixo da figueira.

Quanta experiência! Quanta consciência!

Uma doce amarga tranquilidade

um descobrimento na meia idade.

As vezes um susto jararaquez de surpresa;

admiração, amizade e certeza de querer amar,

mesmo se machucando na entrega.

Posto que tais feridas são sempre curadas

na grandeza do amor.

E nesse recanto de quietude inquieta

o amor não fez dieta,

e perturbou o tempo todo

falando e gesticulando na fauna e na flora

dentro do eco sistema e fora.

E o dia terminava e recomeçava

Cheio de uma vontade ávida de dar

e receber amor com leveza e crueza

gentileza e animalidade.

e quando a solidão pelo atraso assombrava

a paciência era torturante e mutante

mas, derepente, o bonde chegava

 e ela apeava na porteira da saudade

Tudo fazia festa, e a solidão indigesta

dava lugar ao consolo de um doce olhar;

profundo, intenso e carregado de desejo

e naquele meio ambiente de encanto

acabava-se o desencanto

e acontecia o doce encontro

de amor, amizade e certeza

de ter e pertencer

determinado a abraçar esse momento

como eternidade...

Poema encarnado e vividonum tempo ja ido

 

Por Daniel

 

 

sexta 08 fevereiro 2013 10:21 , em TEMPO DE POESIA


POR ELA...

Blog de consciencia :CONSCIENCIA  DE  VIDA, POR ELA...

Por ela enfrentei o mar

e a fúria louca

Por ela me esgotei de amar

e coma força pouca

Me agarrei ao que restou

de uma doce paixão.

Tentei juntar os pedaços

do meu coração.

Por ela deixei de viver na normalidade

Por ela abracei de fato outra realidade.

Mudei meu pensamento

Quase morri de sentimento

Hoje luto pra voltar ao passado.

Ao que fui chamado pra ser.

Ao que preciso fazer.

Mas não consigo esquecer tanta doçura

abandonar essa doce loucura.

Ela entrou na minha vida,

e marcou a ferro o meu coração.

Não da mais pra fugir;

Não há forças pra resistir.

Não posso pensar em mim.

tenho que desistir.

Mas como arrancar do peito,

tanto amor. Tanto desejo?

S e a cada dia fica mais intenso

esse amor, esse sentimento?

Devo me entregar ao que me domina!

nadar contra a correnteza - rio acima.

Ou renunciar e me sepultar.

Pra esse doce sentimento de amarDo meu livro " E ERA INVERNO". Ed. Barauna.

Daniel

sexta 08 fevereiro 2013 10:08 , em TEMPO DE POESIA


DOIS DEPRIMIDOS EM CASA. O QUE FAZER?

Blog de consciencia :CONSCIENCIA  DE  VIDA, DOIS DEPRIMIDOS EM CASA. O QUE FAZER?

Querido pastor, Sofro com muita depressão, e a única satisfação que eu tenho e de acessar seu site, pra ler alguma coisa pra levantar meu astral. Não sinto muito ânimo de falar de mim mesma; tô te escrevendo, por causa do meu marido que perdeu a mãe há alguns meses, e anda com algumas atitudes um pouco estranhas, colocando a aliança que foi do pai dele (também falecido); dizendo que se casou com a mãe... Sei que ele está sofrendo muito, não aceita o fato dela ter morrido, ele fala que também tem vontade de morrer... Estamos casados há 26 anos , temos filhos maravilhosos, uma neta, nos damos bem, mas essa tristeza dele, acaba comigo; e eu não sei como ajudá-lo. Me dê umas palavrinhas pelo amor de Deus... Admiro o modo como fala, sem rodeios, sem hipocrisia... Desde já agradeço sua resposta. ****************************

Resposta: Minha querida: Seu marido precisa de psicoterapia. Há irresoluções na alma dele. Luto pelos pais, é uma coisa. O que ele está fazendo, todavia, revela mais que saudade, revela doença. Não sei se ele vai aceitar a sugestão. Homem, em geral, prefere uma boa doença que uma boa terapia. Mas não fique achando que você está casada com um doido. Quando a gente não trata das sombras da gente durante o caminho, em geral, elas vêm assombrar a gente numa hora dessas, quando as perdas já são irreversíveis, e as culpas se afloram pelo que não foi resolvido na Estrada. Você também está precisando de ajuda médica. Sugiro que você vá primeiro, que dê o exemplo, que se exponha ao tratamento, e, então, possivelmente, o coração dele se abrirá. O problema é que dois deprimidos fazem a retro-alimentação da depressão, criando um clima depressivo na casa toda. Você tem que quebrar esse ciclo. Energias passam no convívio. Até o cheio das coisas fica impregnado pelo odor da depressão. Portanto, seja bem prática. Não fique aí sentada. Procure um bom psicoterapeuta em sua cidade, e busque ajuda. Enquanto isto, vá trocando umas informações comigo, certo? Um grande e carinhoso beijo. E que o Consolador se derrame sobre a vidinha de vocês. Nele,Querido pastor, Sofro com muita depressão, e a única satisfação que eu tenho e de acessar seu site, pra ler alguma coisa pra levantar meu astral. Não sinto muito ânimo de falar de mim mesma; tô te escrevendo, por causa do meu marido que perdeu a mãe há alguns meses, e anda com algumas atitudes um pouco estranhas, colocando a aliança que foi do pai dele (também falecido); dizendo que se casou com a mãe... Sei que ele está sofrendo muito, não aceita o fato dela ter morrido, ele fala que também tem vontade de morrer... Estamos casados há 26 anos , temos filhos maravilhosos, uma neta, nos damos bem, mas essa tristeza dele, acaba comigo; e eu não sei como ajudá-lo. Me dê umas palavrinhas pelo amor de Deus... Admiro o modo como fala, sem rodeios, sem hipocrisia... Desde já agradeço sua resposta. **************************** Resposta: Minha querida: Seu marido precisa de psicoterapia. Há irresoluções na alma dele. Luto pelos pais, é uma coisa. O que ele está fazendo, todavia, revela mais que saudade, revela doença. Não sei se ele vai aceitar a sugestão. Homem, em geral, prefere uma boa doença que uma boa terapia. Mas não fique achando que você está casada com um doido. Quando a gente não trata das sombras da gente durante o caminho, em geral, elas vêm assombrar a gente numa hora dessas, quando as perdas já são irreversíveis, e as culpas se afloram pelo que não foi resolvido na Estrada. Você também está precisando de ajuda médica. Sugiro que você vá primeiro, que dê o exemplo, que se exponha ao tratamento, e, então, possivelmente, o coração dele se abrirá. O problema é que dois deprimidos fazem a retro-alimentação da depressão, criando um clima depressivo na casa toda. Você tem que quebrar esse ciclo. Energias passam no convívio. Até o cheio das coisas fica impregnado pelo odor da depressão. Portanto, seja bem prática. Não fique aí sentada. Procure um bom psicoterapeuta em sua cidade, e busque ajuda. Enquanto isto, vá trocando umas informações comigo, certo? Um grande e carinhoso beijo. E que o Consolador se derrame sobre a vidinha de vocês. Nele,

quinta 17 janeiro 2013 16:38


MINHAS ARTES EM HORAS DE FOLGA! meu blog de artes: singularte.arteblog.com.br

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domingo 18 novembro 2012 07:24


AME A QUEM VOCÊ VÊ!

Blog de consciencia :CONSCIENCIA  DE  VIDA, AME A QUEM VOCÊ VÊ!

AME A QUEM VOCÊ VÊ!

A grande realidade é que a tarefa do coração não é “ACHAR" uma pessoa amável para amar (tenha sido isto uma dádiva ou uma escolha) e ser capaz de continuar amando-a, não importando o quanto aquela pessoa mude em relação ao objeto-sujeito que um dia foi quando se começou a amá-la.

 De fato ninguém tem que ACHAR tal pessoa, basta não fechar os olhos a fim de não vê-la.

“Amar” é amar a pessoa que você vê!

 Foi exatamente isto que João, o apóstolo, nos ensinou, quando disse: “Aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê” (I Jo 4:20).

 Neste ponto, talvez valesse a pena a gente dar uma olhada no olhar de Jesus a Pedro, quando este o traiu na casa do Sumo-sacerdote Caifás.

Que outro olhar foi mais curador e divino?

Que olhar foi aquele? Terá sido um olhar repelente ou de rejeição?

 Certamente aquele olhar deve ter sido como muitos que recebi de meu pai e de minha mãe quando minhas ações me botavam em perigo.

Quando isto acontecia, o olhar deles não me falava de rejeição, mas de amor que queria me preservar para a vida, e me livrar de perigos.

 A questão é: Pedro estava em perigo ou estava se salvando do perigo?

 Poucos de nós entendemos de fato o significado de um dia haver traído um amigo, nesse caso, “O” Amigo.

Eu já fui traído por amigos centenas de vezes e sempre percebi que quem corria o maior perigo eram eles, não eu. 
Também, quando traí, soube na carne como é o traidor e, também, que é o traidor quem sofre a mais infernal de todas as dores... Aquelas mesmas que levaram Judas a se matar.

Bem, isto para quem não “pedrou”... e perdeu a consciência para a cristalização em estado rochoso!

 Pedro Pedra! O que salvou você de ficar tão pedrado?

 O problema é que quando nos sentimos traídos e desprezados – sangrando sem poder estancar a dor – nem sempre nos damos conta de que quem corre risco é o traidor.

Todavia, Jesus viu isto claramente. 
Ele viu. 
Ele olhou. 
Ou melhor: Fitou!

E o que ele viu?
Um traidor?
Um covarde?
Um ser sem raízes?

Não! 
Ele viu um amigo em grande perigo!

Jesus não julgou que Sua causa estava perdida para sempre, apenas porque o amigo com o qual Ele mais contava não viera em Seu socorro. 
Ele amava uma alma mais que o mundo inteiro!

O amor de Jesus por Pedro foi tão ilimitado que, amando a Pedro, Ele amava a pessoa que Ele via e que era real, não uma "projeção".

Nossos amores, na maioria das vezes, são idealizações; por esta razão não sobrevivem à traição.

 Jesus, todavia, jamais diria: “Pedro, você agora terá que me demonstrar, através de muitos anos de claro arrependimento, se você me ama ou não. Então veremos como vai ficar...”

A resposta dos olhos de Jesus só pode ser entendida pelo resultado obtido na vida de Pedro.

 O que teria então dito Jesus com o olhar?

- “Pedro, meu amigo; você é Pedro, o meu amigo; e eu amo você. 
Tenha meu amor neste instante; porque se alguma coisa há de lhe ser útil agora, é a certeza de meu amor por você. 
Somente meu amor poderá fazer de você um Pedro mais Pedro ainda.”

Jesus não ficou “de mal” com Pedro até que houvesse a demonstração de que aquele amigo da praia tivesse se tornado, indubitavelmente, outro homem.

Ao contrário, Ele preserva a amizade incondicionalmente; pois é em tal amor que o traidor pode encontrar redenção.

Ou será que alguém tem a pretensão de pensar que haveria um “outro caminho” para a salvação de Pedro?

Se houvesse; Jesus o "desconhecia"!

 

Nossa estupidez é tão grande que quando acontece de um amigo “mudar para pior” (conforme nosso entendimento) nós pensamos que isto nos desobriga de amá-lo.

Pobres e cegos que somos...

O verdadeiro amor só conhece o seu próprio caminho; e é somente nele que se pode “salvar” o traidor sendo seu amigo! Especialmente, depois da traição!

Este, porém, é o Caminho de Jesus. 
Nós temos a ousadia de ter nossos próprios caminhos; todos eles fundados nos mais “nobres princípios”.

O que Jesus está ensinando é chocante:

“Ame a Pedro na noite da traição, e o meu olhar sempre olhará você como você olhou para ele. Pois eis que em sua vida há muitas traições; e eu as vejo!”

 

Assim, não invente alguém para amar. 
Ame a quem você vê. E, como é óbvio, amor aqui é Ágape¹ não é Eros².

 

 


Ágape¹ versus Eros²

Ágape denota o amor de relacionamento e não pontual, não é um amor baseado em reciprocidade ou em motivos para se amar, ama-se o que se é e não o que se faz.

Éros é o amor que busca uma troca ou recompensa, por isto utilizado – também – em relação à sexualidade, é o amor que foca no que se faz e não no que se é.

O grego possui – entre as mais usadas – três classificações para “amor”: Ágape (agaph), Éros (ἔrwV)e Philia (filia)que é amizade.

Diferenças: utiliza-se o Ágape para quem está abaixo de você e que não terá condições (incondicional) para retribuir o seu amor, utiliza-se o Éros para quem está acima e que terá condições (condicional) para retribuir, utiliza-se o Philia (verbo philéo) para quem está em seu mesmo nível e terá as mesmas condições que você de retribuir.

terça 30 outubro 2012 15:06 , em CANTINHO DA REFLEXÃO


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