Só temos consciência do belo quando conhecemos o feio. Só temos consciência do bom quando conhecemos o mau.
E por que? Ora, é que o ser e o existir se engendram mutuamente.
O fácil e o difícil se completam. O grande e o pequeno são complementares. O alto e o baixo formam um todo. O som e o silêncio formam a harmonia. O passado e o futuro geram o tempo...
Desse modo, esta é a razão pela qual o homem de fé amorosa age pelo não agir. Ele sabe que nele tudo realiza algo, se seu ser existir na quietude da confiança.
Desse modo, ele também ensina sem muito falar. E muito realiza sem nenhuma agitação. Pois, todas as coisas que merecem ser, elas próprias existirão como bem.
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A Deus!
que nos perdoa
e em quem não temos que ser
quem não somos,
e muito menos quem não precisamos ser.
NELE
Toda liberdade sadia nos é dada
e ninguém tem o poder de nos tirar
a esperança da vida.
E não temos que sofrer
aquilo que não é vida.
NELE
Tudo tem seu próprio peso e tamanho
e, nesta certeza,
aprendi a me alegrar em ser quem sou.
NELE
Saudade e felicidade se casam
e fazem sua síntese possível
em seu infinito amor.
E, nesse amor,
vivo consciente do que é e do que não é,
do que vale e do que não vale,
do que tem a ver com o que é essencial
e o que apenas se veste de importância.
Por Daniel S Leite
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