
Só temos consciência do belo quando conhecemos o feio. Só temos consciência do bom quando conhecemos o mau.
E por que? Ora, é que o ser e o existir se engendram mutuamente.
O fácil e o difícil se completam. O grande e o pequeno são complementares. O alto e o baixo formam um todo. O som e o silêncio formam a harmonia. O passado e o futuro geram o tempo...
Desse modo, esta é a razão pela qual o homem de fé amorosa age pelo não agir. Ele sabe que nele tudo realiza algo, se seu ser existir na quietude da confiança.
Desse modo, ele também ensina sem muito falar. E muito realiza sem nenhuma agitação. Pois, todas as coisas que merecem ser, elas próprias existirão como bem.

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