Home Data de criação : 07/11/18 Última atualização : 10/03/13 17:51 / 152 Artigos publicados
 

DICAS DE SAÚDE

MEDICAMENTOS NATURAIS: A SOLUÇÃO PRA VIDA!  (DICAS DE SAÚDE) escrito em sexta 12 março 2010 16:19

Por sugestão do leitor Tiago, apresento agora uma matéria sobre um tratamento feito por Tina van der Maas na África. Ela inicia processos de cura com suco de limão, azeite, alho, gengibre e beterraba em pacientes terminais, pacientes que já foram inclusive condenados pelos médicos, e consegue recuperar quase todos.

Programa básico

O programa de bem-estar básico desintoxica o organismo e restaura a bioquímica do corpo. Pode também ser usado para manter a saúde. O programa de bem-estar é a mistura de limão e azeite de oliva, que desintoxica o organismo, ajuda o fígado a funcionar corretamente e ajuda a obter o pH normal do corpo em pouco tempo. Pessoas que não estão bem têm normalmente um corpo de ácido, o que significa que o pH da urina é inferior a 7. O pH de uma pessoa saudável deve ser entre 7,1 e 7,3. Quando se tem câncer, o pH deve ser 7,5 ou acima; desse modo o câncer para de crescer. Pode-se comprar tiras para medir o pH da urina em farmácias e drogarias.

Para fazer uma porção de limão com azeite:

1. Mergulhe um limão por cerca de dez minutos em água com um pouco de vinagre.

2. Corte o limão em pedaços e coloque no liquidificador.

3. Adicione uma colher de sopa de azeite extravirgem e uma xícara de água.

4. Liquidifique bem, coe e beba na hora.

5. Se não tiver liquidificador, rale o limão, coloque-o em um recipiente e adicione a água e o azeite extravirgem. Misture e beba.

6. Desse modo, você usa o limão inteiro, as cascas, o branco, a carne, o suco e as sementes.


Quando estiver doente, beba três porções por dia – o que significa três limões, três colheres de sopa de azeite extravirgem e três xícaras de água – até que esteja completamente livre de sintomas.


Durante a desintoxicação, consuma bastante:

Alho – três colheres de sopa por dia: uma pela manhã, uma à tarde e uma à noite.

Gengibre – do mesmo modo que o alho.

Beterraba – duas beterrabas grandes ou quatro beterrabas pequenas ao dia.

Castanha-do-brasil – Comer pelo menos duas por dia – mais se você estiver doente.

Semente de abóbora (ralada ou em suco) – Pelo menos uma colher de sopa por dia.

Limão com azeite – três copos por dia: um pela manhã, um à tarde e um à noite.

Multivitamínico – Tome um bom multivitamínico, duas vezes a dose recomendada quando estiver muito doente.

Frutas e legumes crus e cozidos – Coma à vontade, especialmente as frutas da estação.

Ovo – Quando o pH estiver na faixa normal, coma um ovo de capoeira cozido mole por dia.

Frango ou peixe – Somente quando o pH estiver na faixa normal ou, se você tem câncer, quando o pH estiver acima de 7,5.

Exercício, ar fresco e luz do sol – Faça algum exercício, como dança, caminhada, natação, pelo menos quatro vezes por semana. Mantenha as janelas abertas, mesmo à noite, quando está frio. Passe pelo menos meia hora por dia ao sol.

Água – Tome dois litros de água por dia. Para as pessoas com artrite isso é muito importante, pois evita que os ácidos se fixem nas articulações e que se formem pedras nos rins.

Chás sem adoçante nem açúcar – Verde, branco, de camomila, hortelã, erva-doce, cravo-da-índia, orégano, etc.

Arroz integral – Uma vez ao dia.


NÃO CONSUMA (até desaparecerem todos os sintomas)

Bebidas alcoólicas, gasosas, dietéticas, leite e iogurte.

Amido e açúcar – Sem açúcar, sem alimentos refinados, nem pão, nem produtos derivados do trigo, sem massas, sem farinha, batatas, etc., sem bolos, sem produtos de dieta.

Outros alimentos – Nada de carne vermelha até que você esteja saudável. Depois da cura você pode comer ocasionalmente carne de bovinos criados organicamente. Fique longe de todas as carnes processadas, incluindo salsichas, e também da carne de porco, como bacon e presunto.

Adoçantes artificiais – Eles foram concebidos para matar formigas, por isso, se você quiser se livrar das formigas de seu jardim ou casa, basta polvilhar adoçante artificial em pó e as formigas vão morrer.

Alimentos fritos – Evite especialmente quando estiver doente.


Este programa de bem-estar básico funciona para a maioria das doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, colesterol alto, artrite, aids, asma, epilepsia, lúpus, câncer, autismo, acidente vascular cerebral, doenças do coração, enfisema e úlceras estomacais. Ele também ajuda a perder peso facilmente ou, no caso da aids e de alguns pacientes com câncer, para pegar o peso que for necessário.


Algumas doenças precisam de algo mais a fazer:

Diabetes – Se você realmente anseia por açúcar, adicione cromo (que é um suplemento) por um mês ou mais.

Epilepsia – Adicione de duas a três colheres de sopa de óleo de cânhamo na mistura de limão com azeite todos os dias.

Artrite – Não se esqueça de beber dois litros de água por dia.

Asma – Consuma uma dose extra de gengibre quando você sentir falta de ar. Ele funciona como um anti-inflamatório. Faça o seguinte exercício de respiração: respire fundo e segure o ar por oito segundos; solte o ar e mantenha os pulmões vazios pelo mesmo tempo; respire novamente e repita o processo várias vezes ao dia. Cantar também é um ótimo exercício.

Se você toma medicamento controlado, nunca pare de tomar por conta própria, pois isso é perigoso. Seguindo o programa, você vai precisar de menos medicação até que toda a medicação possa ser retirada. Você pode reduzir a quantidade de analgésicos e anti-inflamatórios por conta própria. Assim que estiver bem, você pode reduzir tudo a duas vezes por dia. Mantenha a vigilância sobre o seu pH assim que ele estiver na faixa normal, quando você poderá reduzir tudo a uma vez por dia. Você vai notar, por exemplo, que, quando comer muitas coisas que você normalmente deve evitar, como bolos, pudins e carne, o pH pode cair e você pode se sentir lento no dia seguinte. Só por um ou dois dias tome novamente três porções de tudo para que possa varrer todo o lixo rapidamente para fora de seu corpo.


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GRIPE SUÍNA O QUE É ISSO? COMO FUNCIONA?  (DICAS DE SAÚDE) escrito em quinta 07 maio 2009 13:55

Tire suas dúvidas sobre o risco e a prevenção da gripe suína

Conheça os sintomas, como ocorre o contágio e como evitá-lo.
Já há drogas capazes de combater o vírus, diz órgão americano.

 

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DOAÇÃO DE ÓRGÃOS: O CORAÇÃO DOADO CARREGA AS MEMÓRIAS DO DOADOR?  (DICAS DE SAÚDE) escrito em sexta 08 fevereiro 2008 18:07

TRANSPLANTE DO CORAÇÃO:

a memória do órgão...

 

 

 

Mano,

 

Olha só,  conversava com minha mãe hoje no almoço sobre "doação de órgãos" para após a morte e, ainda, cremação  (eu, a favor dos dois; ela, contra ambos [... "eu lá quero pedaços meus soltos por aí... ou virando churrasco”... risos]).

 

Depois das argumentações usuais de ambos (vantagens, riscos, cuidados, temores...), ela me disse algo que achei "???".

 

Ela assistira uma reportagem em que transplantados, embora não soubessem de quem haviam recebidos os corações, passaram a esboçar reações e preferências pessoais típicas do respectivo doador (... tá, tá, sei das milhares de abordagens tendenciosas e sensacionalistas da imprensa [os misticismos pagãos em prol da audiência]...).

 

No mais das vezes, sabendo que recebeu um coração de outra pessoa e tendo o beneficiário uma consciência frágil,  ele pode, já por culpa, gratidão ou barganha, passar a se comportar de modo parecido com quem lhe fez bem... Se vivo com o coração de outro, viro um pouco do outro... Se, imitando um "ídolo" no modo de vestir e falar, as pessoas já "mudam", o que se dirá incorporando o coração-órgão de alguém...

 

Mas, o que achas desse transplante de coração que - supostamente - transmuda a personalidade (sem que o doador seja conhecido pelo beneficiado)? Já não sou eu quem vive, mas, sim, a quem pertenceu o coração que agora é meu?

 

Partindo do princípio de que tudo o que sou, penso e sinto (emoções, consciência, mente, pensamento, presença do espírito santo) "está em ou provém do" (meu) "cérebro" (que contém também a minha consciência), sendo meu coração apenas um dos órgãos humanos que sente o impacto dos fluxos  - digamos assim - "cerebrais", tal suposta mudança não aparenta ser uma tremenda de uma "conversa mole", um tipo moderno de "circuncisão" (que só muda o corpo...)?

 

Havia até um cientista famoso que, do ponto de vista da longevidade, dizia que o melhor seria transplantar "a cabeça" para um novo corpo... novos órgãos para a "mesma pessoa" (para ele "a alma, a personalidade estariam no cérebro...") ?!

 

Interessante que o transplantado diga sempre "Nasci de novo" ao receber um novo órgão (acho que é o desejo inconsciente coletivo de mudança do ser via troca objetiva do coração); já Jesus exige o nascer de novo - inauguração de um novo modo de ser - como pressuposto para a compreensão e a vivência existencial plena do reino de Deus em fé (com o mesmo corpo físico).

 

O que pensas (quanto do nosso "corpo" somos, de fato, "nós")?

 

Bjo. Habib.

 

_________________________________________

 

Resposta:

 

Isto tudo começou com um cirurgião e neurologista americano chamado Paul Pearsall, o qual escreveu o livro “The Heart’s Code” no início da década de 90, embora o seu trabalho de pesquisa nesta área tenha começado muito antes. No curso de seu trabalho mostrado no livro, ele usa material coletado em pesquisas do “America Army” realizadas há mais de 40 anos, assim como se serve de muitas outras pesquisas feitas e mantidas em sigilo.

 

O livro, no entanto, versa sobre o trabalho de pesquisa do Dr. Paul, e também incorpora dezenas de trabalhos acerca da comunicação das “energias sutis”.

 

“Energias sutis” é o elemento verificado no livro e, sobretudo, o que elas [as tais energias] produzem em muitos casos, mas especialmente no caso de transplantes do coração.

 

Paul Pearsall apresenta no livro centenas de histórias estudadas e verificadas acerca do que acontece aos transplantados do coração.

 

Hábitos novos, gostos por novas comidas, apreciação por jogos dantes nunca gostados, alegria por musicas e estilos novos, etc. — tudo ligado ao doador do órgão; posto que tais particularidades não existiam no receptor do coração doado, mas sim no doador.

 

Não é possível que tais coisas sejam fruto de algum mecanismo inconsciente do receptor do órgão, porque, pela lei americana, as famílias e o histórico dos doadores estão fechados para os receptores dos órgãos. Assim, não dá para ser “sugestão colhida pelo receptor grato”. Portanto, o que brota depois do transplante é algo que só pode ser atribuído a outro aspecto e fenômeno: o coração é um guardador de memórias brutas, especialmente aqueles ligadas aos gostos, prazeres e apetites da pessoa.

 

São velhos que passam a amar surfe de praia, estrangeiros que passam a se alegrar usando palavras de uma língua que eles não conheciam; mulheres frigidas e que se tornam ávidas por sexo com o marido; além de casos como o da menina que recebeu um coração num transplante, e voltou da operação narrando um crime. Até que se foi verificar as condições da morte da doadora e se ficou sabendo que ela fora estuprada e morta por um homem. O caso não estava resolvido. A “receptora”, todavia, via um galpão, com número na porta, e via até o endereço e nome da rua onde tudo ocorrera, antes do corpo da menina ser abandonado em outro lugar. Assim, de posse de tais informações o assassino foi preso.

 

Ora, isto poderia ir indefinidamente, pois as histórias são inúmeras.

 

O que se constata é que apenas 10% dos transplantados reportam tais coisas.

 

O Dr. Paul Pearsall descobriu que são justamente os com alta capacidade de hipnoticidade os que mais reportam tais coisas, o que conduz à conclusão que tais “leituras” demandam um receptor sensível, daí serem os que também são altamente hipnotizáveis.

 

Quase todos os indivíduos expostos a um transplante cardíaco saem da operação no mínimo deprimidos. Alguns nunca mais voltam ao normal. Nesse caso, provavelmente, o que aconteça é que a incapacidade do individuo “discernir” esses novos “impulsos” o deixem abatido e angustiado, posto que os que “discernem” a aceitam as novas pulsões, em geral melhoram suas condições de vida, diferentemente dos que não sabem o que está acontecendo, e, por isso, deprimem-se.

 

Quando ao cérebro, creio que no dia em que isto acontecer (e certamente um dia acontecerá) se estará entrando no pior dos mundos!

 

Ora, se o coração, que é um órgão “bruto”, pode reter tais impressões da pessoa que o carrega, que não dizer do cérebro?

 

De fato, tudo na natureza tem vida e emana energia de profunda sutiliza. Nossa ciência ainda está na Idade da Pedra do entendimento acerca do sentido da inter-conectividade de todas as coisas vivas e existentes.

 

Recomendo a você o livro do Dr. Paul Pearsall, o qual, por sugestão minha, foi publicado em português pela Ed. Record, à semelhança de um outro que a eles recomendei: “The Fingerprints of the Gods”.

 

Bem, meu mano amado, creio que é isso.

 

Pela Bíblia eu sempre cri na inter-conectividade das coisas vivas, porém, após a leitura do livro de Paul Pearsall passei a ter bons fundamentos “científicos” para o que eu já cria.

 

Um beijão carinhoso!

   

Nele , que nos deu corpo como cada corpo é,

 

 

Caio

   

 

 
   
   
 
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DEPRESSÃO INSUPORTÁVEL  (DICAS DE SAÚDE) escrito em quinta 27 dezembro 2007 20:06

O maior problema com a depressão, além do horrível estado que ela impõe, é o julgamento moral que fazemos dela. Isto porque por mais que a pessoa saiba quais são as causas de sua depressão—seja ela química, traumática, sistêmica, neurológica, ou até genética—ela trata o seu próprio sentir "depressivo" como algo moralmente ruim; diferentemente da alegria, que não recebe julgamento moral algum de nossa parte. Depressão é horrível, e qualquer comparação com o seu sentir é bobagem. No entanto, cometerei tal bobagem assim mesmo, apenas por uma questão ilustrativa. Quem vive em permanente estado de depressão, tem que, além de se medicar, tratar a depressão com a atitude de um diabético, ou de um hemofílico, que pode sentir todos os desconfortos com o problema, mas não o trata de modo moral como desconforto. Por que será que a depressão é sentida de modo moral? Sim, com culpa? Nossa cultura tem raízes hedônicas que foram batizadas pela culpa cristã relacionada à tristeza da alma. Isto porque as nossas raízes hedônicas nos sugerem o prazer como estado a ser buscado como sucesso para o ser. E a moral cristã, tirou a força do hedonismos do prazer, e a colocou na alegria santa; porém manteve seu anátema sobre a tristeza. Assim, carrega-se uma certa culpa pela alegria que se relaciona ao prazer do corpo (hedonismo), e, muita culpa em relação a qualquer forma de tristeza que não seja fruto da dor da morte de alguém amado. Ou seja: as dores racionais e obvias, como aquela que é marcada pela morte, é aceitável e digna; porém a dor-tristeza sem "causa traumática", sendo por sua natureza abstrata, é sempre taxada, ainda que sem palavras (muitas vezes com palavras, especialmente na igreja), como algo mal, e que pode ir da acusação de falta de fé, passando pela insinuação de que "falta Deus na vida", podendo chagar ao extremo da pessoa ser objeto da acusação de estar "oprimida" pelo diabo. Ora, conquanto a depressão seja conhecida em todas as culturas da terra, é no ocidente-cristão que ele cresceu a ponto de se transformar em epidemia de natureza psicológica ou psiquiátrica. A questão é que a proposta "cristã" (digo "cristã", porque falo do fenômeno humano, e suas construções de pensamento), chega carregada da promessa de que a "vida com Cristo" é uma existência acima do bem e do mal; o que tanto não é verdade pratica, quanto também é uma perversão do ensino existencial do Evangelho. Jesus é Aquele que se alegrava e exultava no espírito, ao mesmo tempo em que é Varão de Dores, e que sabe o que é padecer. É Ele quem diz: "A minha alma está profundamente triste, até a morte; ficai comigo, e vigiai... Vós sois os que tendes permanecido comigo em minhas tentações..." Ele disse que no mundo se teria aflição, e ensinou que o bem-aventurado aprende a ser feliz enquanto sofre e chora! Um homem como o profeta Jeremias seria classificado imediatamente como maníaco-depressivo se vivesse entre nós. E eu não digo que não fosse; digo apenas que não interessa; e pela simples razão de que Deus lida com os estados abismais da alma tanto quanto lida e se serve dos estados de elevação feliz. Nunca tive uma depressão sem causa. A primeira forte depressão que eu tive aconteceu por eu ter violado uma lei interior, só minha, de natureza totalmente pessoal e existencial, aceitando o cargo político de presidente da AEVB. Inexplicavelmente minha alma se revoltou, e me abismou durante algumas semanas em uma angustia tão difusa, que demorou para que eu identificasse a causa. As outras depressões foram todas fruto de episódios tão evidentes e esmagadores, que a depressão já chegou auto-explicada. Agora mesmo, nesses últimos sete meses, desde que meu filho, Lukas, partiu de nós, vivo sentindo uma depressão doce, controlada pela certeza da eternidade, e apaziguada e aliviada pela companhia dos familiares, amigos, e do trabalho. Há dias, no entanto, que me ponho a escrever, atender pessoas, pregar, e trabalhar em todas as demais coisas, porém carregando aquele peso de dor quieta, e que deprime tudo, inclusive o organismo; daí eu ter tido tantas pequenas enfermidades desde que ele partiu. Lidar com a questão de frente é o que mais ajuda. E tratar o tema como se fosse "dor de dente", ajuda mais ainda. É dor. Dor como a dor. E é normal que seja assim. Afinal, quem perde alguém tão loucamente amado e não sente dores? Minha dor, no entanto, é acolhida com tranqüilidade, e choro meus choros com paz, e falo do assunto como creio que ele tem que ser falado: com naturalidade. As causas da depressão são muitas, e vão desde predisposições genéticas, passam pela constituição psicológica, caminham por dentro do mundo dos traumas e perdas, e podem ser, também, de natureza química, com disfunções na engenharia cerebral ou neurológica. Há também casos de depressão provocada pelo uso excessivo de certas drogas ou álcool. Alguém pergunta: E não há depressão de natureza espiritual? Ora, é claro que também há. No entanto, tais depressões são de natureza diferente, podendo ser apenas o resultado da culpa; ou, algumas vezes, de opressão espiritual direta. No entanto, tais casos são raros, sendo, na maioria das vezes, fruto do envolvimento da pessoa com invocações de natureza maligna ou carregada de escuridade espiritual e psicológica. Ora, mesmo sabendo de todas essas variáveis, se eu tivesse que dar um conselho geral a todos os deprimidos, independentemente da causa da depressão, eu diria o seguinte: 1. Faça de qualquer depressão um bem, simplesmente não gerando associação entre o estado de depressão a qualquer forma de culpa moral. E, caso tenha havido culpa no nascedouro do estado, receba o perdão, creia, e desmoralize a depressão. Ou seja: se ela permanecer, já não será como tristeza para a morte, que é fruto da culpa; mas sim como tristeza para a vida, e que fará melhor e mais doce o coração. 2. Não se fixe na depressão. Deixe que ela se vire sozinha. Dar atenção à depressão é como fazer carinho na tristeza como vício. Portanto, não a negue, mas não a sente no trono de seu ser como senhora de seus sentimentos. 3. Busque a natureza, o ar livre, a praia, a piscina, o sol, o pé no chão, a grama, a terra, as fontes de águas, as atividades físicas, o toque, o amor, o sexo, a companhia de amigos, os papos diferentes, e, sobretudo, descanse no amor de Deus. Sei que uma pessoa deprimida quer se prender dentro do quarto, fechar a janela, e se enterrar na escuridão, noite e dia. No entanto, minha experiência—tanto em mim mesmo como observando a praticidade deste conselho em outros—, verifico que a natureza e a volta aos elementos básicos da criação, têm um poder enorme na cura e restauração das energias psíquicas e vitais, fazendo com que pelo menos 50% do problema comece a se esvair. 4. Não fique com pena de você. Depressão ama auto-piedade. Olhe para a depressão como um estado criativo, e não como algo paralizante. Sempre tratei a depressão com criatividade. Quando me deprimi em razão da violação da "lei interior" (conforme falei acima), escrevi o livro "Oração para viver e morrer". Quando os céus caíram sobre minha cabeça (98-99), escrevi "Nephilim", e, logo depois "Tábuas de Eva". Quando mudei para Copacabana em 2001 e me senti deprimido por muitas coisas (ainda reflexo do desabamento celestial de 98-99), escrevi "O Enigma da Graça". E quando meu filho partiu, mergulhei de cabeça aqui no site...e escrevi...escrevi...escrevi. 5. Leia o salmos. Todos eles. E observe como alegria e tristeza tem o mesmo poder: gerar orações. A alegria produz ações de graça, e a depressão produz a expansão da comunhão com Deus, produzindo orações de verdade visceral. Os salmos são esses relatos existenciais; e neles a gente vê que tristeza e alegria são a mesma coisa no que diz respeito a poderem conviver com o melhor da espiritualidade humana. 6. Tome os remédios próprios sem culpa e sem julgamento moral e espiritual acerca do estado para o qual eles são receitados. Nosso problema é que a depressão não tem descanso numa alma cristã; especialmente porque a pessoa chega na igreja e ouve as promessas de que crente não fica deprimido, e, assim, mergulha na depressão da depressão. Desse modo, depressão de crente é sempre, no mínimo, depressão ao quadrado: a coisa em si, e a culpa de se estar sentindo a coisa, o que gera uma segunda depressão, e fixa a primeira. No entanto, a depressão do crente tem também a possibilidade de ser elevada à raiz cúbica: a depressão, a culpa da depressão, e o diabo da depressão. Essa equação é a pior de todas, e é muito comum nos crentes; neuróticos que são em relação a tudo, especialmente no que diz respeito a toda sorte de tristeza. Quanto ao mais, caso você queira conversar sistematicamente comigo, on line, torne-se membro do "clube do assinante" e marque uma hora para a gente conversar no link "No Divã com Caio", e que, apesar da virtualidade, pode nos propiciar boas conversas, e, com a Graça de Deus, bons resultados. Aprender a lidar com a depressão é um exercício de sabedoria espiritual, especialmente para quem vive massacrado pelos "demônios" da urbanidade e da chamada vida pós-moderna. Use a depressão. Não deixe ela usar você. E não fique se perguntando, quando você estiver se sentindo surpreendentemente bem: "Ei, onde está a depressão?" Você deve saber, no entanto, que quem tem depressão de natureza química ou neurológica, deverá tomar medicação com o mesmo carinho e simplicidade prática com a qual um diabético toma insulina. E não fique pedindo cura a Deus para a depressão, pois, deprime muito mais. Se Deus curar você disso, agradeça; mas se não houver nenhuma cura milagrosa, não se deprima, e não se julgue moralmente por isto; tipo: "Vai var que tem algo errado em mim". Entregue a sua depressão ao Senhor, confie Nele, e o mais Ele fará! Sugiro-lhe também que procure a medicina ortomolecular e que também faça exames de mineralogia. Muitas vezes quando se detecta quais são os elementos químicos que estão faltando no cérebro, e se faz suplementação deles por via médica, as depressões vão desaparecendo à medida em que a química orgânica vai se re-equilibrando. Tenho visto pessoas que sofriam de depressão crônica por décadas ficarem completamente boas de seus desconfortos, apenas fazendo reposição de elementos químicos que faltavam no corpo. Espero ter sido de algum modo útil.

 

POR CAIO FÁBIO

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